Da cor que eu quiser

Estou celebrando a alegria de fazer anos de esperança.
Aprecio partir e chegar, mas hoje mais do que ontem observo o caminho.
Houve um tempo que fazer aniversário me perturbava. Penso que era receio de crescer, do tempo passar, de não haver dias suficientes para realizar ‘tudo’, verbalizar sentimentos, demonstrá-los, vivê-los. Tempo para entender este espírito inquieto, buscar respostas para tanta curiosidade, interesse e movimento. Temia não estar pronta para vida que nasce em cada aniversário. Havia também o medo da morte. Hoje não mais.
Quando a passagem cronológica recebe o contorno de singelas ou impactantes realizações, de afetos resolvidos, das escolhas e seu preço, de respostas – não definitivas, mas esclarecedoras, onde o autoconhecimento permite o SIM e NÃO com convicção – autorrespeito, surge uma sensação de complitude imensurável e renovam-se as expectativas, algumas infantis, outras adolescentes e claro as de gente grande. Ah! Gratidão, um tanto e sempre.

2 Comentários
  • J. R. Breseghello

    CRESCIMENTO…
    ENFIM, “MERDE!”, COMO DIZEM OS FRANCESES!
    BEIJÃO!!!

    • Auriane Rissi

      Crescimento… Amadurecimento…
      Merci!

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