Simples, complicado é ser tão simples

A autoestima é fator decisivo para o comportamento humano e está presente em toda resposta emocional. O homem vivencia seu desejo de autoestima como um imperativo urgente, uma necessidade básica. Independente de conseguir ou não identificar suas manifestações explicitamente, ele não consegue escapar do sentimento de que seu conceito sobre si mesmo é de vital importância. Se lhe falta autoestima, seja completamente ou parcialmente, sente-se impelido a forjá-la, manifestando a ilusão do EU, condenando-o a uma fraude psicológica. 

Autoestima é a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima possui dois aspectos que se inter-relacionam: impõe senso de eficiência pessoal e o sentimento de valor pessoal. É a soma integrada da autoconfiança e do autorrespeito. Reflete o julgamento implícito da capacidade de lidar com os desafios da vida – entender e dominar os problemas e o direito de ser feliz – respeitar e defender os próprios interesses e necessidades. Assim, a autoestima é a chave para o sucesso ou para o fracasso.

É também a chave para o entendimento de si mesmo e dos outros. Na Psicologia, o termo autoestima é usado para descrever a condição geral de uma pessoa. A autoestima é muitas vezes vista como um traço de personalidade, o que significa que ela tende a ser estável e duradoura. A autoestima pode envolver uma variedade de crenças sobre o EU, tais como a avaliação da aparência própria, crenças, emoções e comportamentos. Se um indivíduo se sente inseguro para enfrentar os problemas da vida, se não tem autoconfiança e suas ações, em suas próprias ideias, ou, então, se falta ao indivíduo respeito por si mesmo, se ele se desvaloriza e não se sente merecedor de amor e respeito por parte dos outros.

Se acha que não tem direito à felicidade, se tem medo de expor suas ideias, vontades e necessidades, é evidente o déficit de autoestima, não importa que outros atributos positivos ele venha a exibir. Muitas vezes a autoestima é confundida com egoísmo. Egoísta é aquela pessoa que quer o melhor, e quase sempre no sentido material, somente para si, não importando os outros. Quem possui uma autoestima elevada, tem como consequência amor e estima aos outros. Ela quer o melhor para si, e para os outros também. A necessidade de autoestima desempenha um papel importante na hierarquia de necessidades, descrevendo autoestima como uma das motivações humanas básicas.

As pessoas precisam tanto ser estimadas por outras pessoas, bem como ter autorrespeito. Ambas estas necessidades devem ser satisfeitas para que um indivíduo possa ter um contorno saudável. É importante notar que a autoestima é um conceito distinto de auto eficácia, que envolve a crença no futuro, ações, desempenho ou habilidades. A busca para a autoestima é essencial para a vida. Sim, a vida pode depender de quão bem se pensa de si mesmo. A autoestima determina o quão bem você se trata e sua atuação com os outros, como vê o mundo e como age no mundo, como percebe a si mesmo, e como atende suas necessidades básicas que são necessárias para a sobrevivência.

Há uma série de necessidades, algumas comuns outras singulares aos indivíduos. Entre as listadas, além de sua necessidade de segurança e amor, são necessidades de estima e auto aprovação. Auto aprovação se refere a autoconhecimento mais autêntico, de autodescoberta mais precisa, resultando em maior auto compreensão. Em nível intelectual, ela implica que o indivíduo saiba com precisão o que está fazendo e por que – significa agir de maneira responsável. Apesar disso, há pessoas que executam bem suas obrigações e atingem bons resultados sem saber, contudo do que se trata, sem relacionar tais tarefas com sua autoimagem e com seus sentimentos – ressonância interior. 

Em nível emocional/psicológico, a auto aprovação implica que a pessoa esteja familiarizada com os próprios sentimentos. Entretanto a maioria consegue gozar de uma vida genuína sem ser capaz de avaliar seu movimento interno com clareza – não possuem resposta, desconhecem os motivos que estão por trás de suas decisões e ações. A mudança em direção à autoestima saudável requer duas coisas: alta definição, metas realistas, e agir de forma a ter um grau de sucesso em alcançar essas metas.

Características da Baixa Autoestima

  • Insegurança
  • Inadequação
  • Perfeccionismo
  • Dúvidas constantes/ Incapacidade de tomar decisões
  • Incerteza do que se é, do que se é capaz
  • Sentimento vago de não ser capaz de realizar nada = depressão
  • Não se permitir errar
  • Necessidade de agradar, de aprovação e de reconhecimento constante
  • Acanhamento
  • Sentimentos de rejeição
  • Busca de atenção
  • Agressão

Afeta e Diminui a Autoestima

  • Culpa
  • Críticas e autocríticas
  • Abandono
  • Rejeição
  • Carência
  • Frustração
  • Vergonha
  • Inveja
  • Timidez
  • Insegurança
  • Medo
  • Humilhação
  • Raiva
  • Perdas
  • Dependência (financeira e emocional)

Eleva a Autoestima

  • Autoconhecimento
  • Manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)
  • Identificar as qualidades e não só os defeitos
  • Aprender com a experiência passada
  • Tratar-se com amor e carinho
  • Ouvir a intuição, o que aumenta a autoconfiança
  • Manter o diálogo interno
  • Acreditar que merece ser amado(a)
  • Fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, ouvir música, rezar, caminhar
  • Concentrar-se em coisas que fazem sentir-se bem
  • Aceitação.
  • Respeito às próprias necessidades
  • Definir metas atingíveis
  • Pensamentos positivos
  • Aprender coisas novas
  • Resolver problemas
  • Concentrar-se em habilidades, não em fraquezas
  • Desenvolver uma boa opinião de si mesmo
  • Ter clareza que nada e ninguém é perfeito
1 Comentário
  • Clemente

    Muito bom!

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>