‘A vida é realmente simples. Nós é que insistimos em torná-la complicada’

A frase de Confúcio me fez refletir sobre o quanto nossa vida só é complicada, porque na maioria das vezes escolhemos assim.

Como podemos complicar as coisas para além das necessidades? Quantas coisas acabamos agregando no nosso dia-a-dia que acarretam responsabilidade, aborrecimento e preocupação?

A simplicidade é importante em nossas vidas, até mesmo para o bem estar e a saúde. Às vezes, as coisas simples são as melhores. Quer se trate de um passeio de bike, um acampamento, um lugar sem sinal de celular, uma noite relaxante com um livro e um chá ou apenas uma taça de vinho ao som de boa música, até afastar de uma pessoa inconveniente, atitudes simples podem ser uma ótima maneira de reduzir o estresse.

Simplificar é uma ferramenta útil para ajudar a melhorar a qualidade de vida. É comum ficarmos sobrecarregados e distraídos de praticar hábitos saudáveis com o ritmo frenético da nossa vida moderna. Às vezes só precisamos abreviar, mesmo que num primeiro momento soe como prejuízo, porém isso pode realmente ajudar o corpo e a mente, recarregando as baterias e preparar-nos para uma vida com mais leveza e dias mais produtivos.

O que nós realmente precisamos para viver? Há o básico: comida, água, roupas e abrigo. Depois, há um pouco mais, conexões com os outros, informação, educação e saúde. Evoluindo além das necessidades básicas, muitas vezes tornamos as coisas mais complexas do que o necessário, seja no consumo de bens materiais, no aproveitamento do tempo e na vivência dos afetos.

Claro que existem bens de consumo que tornam a vida mais confortável e descomplicam a rotina diária com os benefícios agregados, mas até que ponto tudo é aproveitado, ou a aquisição de algo impede que invista em algo que realmente importa e lhe traga retorno em níveis de prazer e realização, e mais, até que ponto estes bens suprem incompletudes a nível emocional e nos transformam em acumuladores.

As vezes simplificar está ligado ao afastamento de relações que sugam energia, poluem a mente com conteúdos que não lhe dizem respeito, vão contra valores cultivados, não inspiram confiança, aborrecem e nada agregam, são pessoas parasitas que acabam por complicar ao invés de trazer leveza. Basta parar e avaliar, quais relações somam em números, não em emoção.

O que eu realmente preciso? Não há uma linha que mensura o nível de complexidade, essa é uma avaliação pessoal, e depende de seu interesse e tolerância para administrar e racionalizar; mas a maturidade permite que nos tornemos mais seletivos e repensemos aquisições, ações e relações, prosperando na busca de melhores dias, otimizando o tempo, a energia o esforço e o afeto.

Auriane Rissi

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