A Tristeza Permitida

Ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção.

Eu sou feito de música

Entendam: toda a minha segurança provém da música. A balada é o meu prozac, é o uísque que me entorpece, a fêmea que me apetece, a prece que eu faço de joelhos para os ídolos imóveis da estante. “Elvis está voltando”, disse-me um rocker man no auge da embriaguez e da melancolia. Ser pedra. Deitar. Rolar… Eu sou feito de música. É por isso que eu a ouço. É por isso que eu a canto. É por isso que eu a sinto. E é por isso que os pássaros se apiedam de mim sempre que pousam no quintal lá de casa. Eles sabem que cantar nos mantêm vivos.