Aquela pessoa espetacular não irá nos conquistar, a menos que tenha um jeito que não consigamos definir

Então você se apaixona. Como? Quando? Por quê? O que desperta esse sentimento? Eis a interrogação. A resposta é simples: trata-se do jeito. Eu poderia convocar Freud, Moreno, filósofos e pensadores para falar sobre ‘jeito’, explicar a razão de ‘acontecer’ com esta ou aquela pessoa, ou porque alguns pares aparentemente óbvios não se apaixonam.

Paixão animal. Se ela te pegar, o que você faz?

Paixão dá um tempo! — clamarão em uníssono os expurgados do planeta do êxtase. Mas ainda há quem ouse, a despeito das transparências e inconsistências desta realidade vítrea, abraçar suas paixões sem disfarces. Cair de boca no instinto, livre de vírgulas e culpas. Ainda há quem caminhe despreocupado na contramão, sem lenço e sem documento. Quem constate que mexe qualquer coisa dentro doida.
Talvez essa pessoa seja você. Seja eu. Soltando alegremente todos os bichos. Com um jeito meio Caetano de ser.

Sobre as Emoções – Paixão

Ao ser flechado pelo Cupido ocorre uma severa perda do contato com a realidade e do equilíbrio normal, havendo uma pré-disposição para fazer loucuras e quiçá morrer de ‘amo’. Confiante em sua ‘paixonite aguda’, a ansiedade e o medo não afetam o indivíduo. Escusados serão os pais e amigos de alertarem, ‘tenha cuidado, não é o homem ou a mulher para você…’ O coração não tem controle, diz o ditado. Com a amígdala não poderia ser de outra forma. Será a paixão apenas um jogo de hormônios e moléculas?